Nem toda relação empresarial cabe em um modelo contratual tradicional. Operações como built to suit, sale and leaseback, parcerias de desenvolvimento, estruturas de investimento e contratos de longa duração exigem soluções desenhadas para a realidade econômica da operação.
Nesses contratos, a principal discussão raramente está apenas no objeto. Ela está na distribuição dos riscos: quem suporta atrasos, variações de custo, necessidade de aprovação, inadimplemento, perda de receita ou alteração das premissas originais.
Um contrato bem estruturado antecipa os pontos de tensão relevantes e define, com clareza, como as partes devem agir quando eles surgirem. Garantias, penalidades, hipóteses de rescisão, reequilíbrio econômico e solução de controvérsias precisam conversar entre si.